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Outubro Rosa e o câncer do colo do útero

15/10/21 - 15:26:32 (Administrador)
Alterado em: 15/10/21 às 15:28:52 por Administrador

O movimento conhecido como Outubro Rosa é celebrado anualmente desde os anos 90. O objetivo da campanha é compartilhar informações sobre o câncer de mama e, mais recentemente, câncer do colo do útero, promovendo a conscientização sobre as doenças, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e contribuindo para a redução da mortalidade.

Quando falamos em câncer do colo do útero, precisamos falar em HPV (Papilomavírus humano) transmitido principalmente por relação sexual sem uso de preservativos.  Existem pelo menos 13 tipos de HPV que são considerados oncogênicos e podem desenvolver lesões - verrugas que, se não forem identificadas e tratadas, podem progredir para câncer, principalmente em colo do útero, mas também, na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca. Existem fatores que podem aumentar o potencial de desenvolvimento do câncer genital pelo papilomavírus e alguns estão estritamente relacionados às mulheres como: número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais, tabagismo, infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Para a detecção precoce de lesões precursoras de câncer de colo de útero, o diagnóstico é feito a partir da realização do exame preventivo (Papanicolau). Quando existem lesões aparentes em vulva ou vagina os serviços de saúde precisam ser procurados para identificação das lesões e tratamento dos mesmos.

O CTA-SAE além de realizar testes rápidos para diagnóstico de HIV, Hepatite B-C e Sífilis, é também referência para diagnóstico e tratamento de lesões causadas pelo HPV (papilomavírus humano). Atualmente são atendidos em torno de 20 novos casos ao mês de lesões causadas pelo HPV para os municípios de abrangência do CISCOPAR (Consórcio Intermunicipal de Saúde).

A prevenção é possível através do uso de preservativos e da vacinação. O diagnóstico e tratamento são ofertados de forma gratuita e sigilosa.

A vacina está disponível para meninas com idade entre 9 e 14 anos, meninos entre 11 e 14 anos, e para homens e mulheres imunossuprimidos, convivendo com HIV/Aids, transplantados e portadores de cânceres. Para este público a idade de vacinação é de até 45 anos para mulheres e até 26 anos para os homens.

Para maiores orientações e informações entre em contato com a unidade de saúde mais próxima, ou com o CTA/SAE.



Texto por: Maiara Nardi