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Setembro amarelo, um cuidado em rede!

24/09/19 - 9:35:05 (Administrador)
Alterado em: 24/09/19 às 9:51:38 por Administrador

A temática sobre suicídio tem sido amplamente debatida em nossa contemporaneidade, visto que esse fenômeno afeta uma porcentagem considerável da população do mundo, em torno de 17% já cogitaram em algum momento, tirar a própria vida. Mas, o que é o suicídio afinal? Ele pode ser definido como um ato executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa no mundo se suicida; o Brasil, por sua vez, é o 8º país em números absolutos de suicídio.



O Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste – CISCOPAR tem papel importante na prevenção ao suicídio.  O Consórcio atende a população dos 18 municípios de abrangência 20ª Regional de Saúde e tem como uma de suas finalidades a implantação e gerenciamento de serviços públicos suplementares e complementares ao Sistema Único de Saúde – SUS, inclusive na rede de atenção psicossocial. Nessa perspectiva temos dois serviços que atuam na rede de atenção em saúde mental, o Serviço Integrado de Saúde Mental – SIM PR e o Modelo de Atenção às Condições Crônicas – MACC.



O SIM PR tem como objetivo principal proporcionar a reinserção social e familiar, bem como, exercer o cuidado e a proteção integral ao usuário e seus familiares através dos atendimentos e acolhimentos no SIM PR, promovendo bem-estar e qualidade de vida para pessoas em sofrimento devido ao uso de substância psicoativas. Os manuais sobre suicídio apontam que um dos fatores de riscos é o transtorno devido a dependência de álcool e outras drogas. Assim, a equipe do SIM PR tem um olhar diferenciado para as questões relacionadas a ideação e tentativas de suicídio dos pacientes atendidos já nas primeiras abordagens. Logo nas primeiras entrevistas, tal temática é inserida para avaliar tais riscos, tendo como proposta formular o melhor plano de cuidado, ou ainda, inserir o paciente na rede de cuidados dependendo da margem de riscos. Para o paciente que fica em acolhimento integral para fins de desintoxicação, a observação e atendimentos são constantes. Além disso, são realizados encontros de matriciamentos com os municípios, sendo que um desses encontros aconteceu em agosto de 2019 e teve como objetivo discutir o manejo em rede do paciente com ideação ou tentativa de suicídio. 



No MACC, a Linha de Cuidados em Saúde Mental foi implantada em março de 2019, com o objetivo de ofertar atendimento aos usuários estratificados como alto risco em saúde mental para municípios sem oferta de serviços de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Estes usuários recebem atendimento de uma equipe multiprofissional (técnicos em enfermagem, enfermeiro, psicólogo, assistente social e médico psiquiatra). O setor atua no suporte aos municípios por meio de matriciamento e devolutiva dos atendimentos realizados pela equipe aos pacientes por meio de plano de cuidados e monitoramento à distância em conjunto com os profissionais da atenção primária. A atuação em rede com os municípios e a correta estratificação de risco do usuário são fundamentais no que tange à assistência ao alto risco, especialmente na abordagem do suicídio, sendo que a estratificação incorreta pode atrasar o encaminhamento e ter consequências graves. Com relação à avaliação do usuário, é importante analisar se há presença de ideação suicida, planejamento do suicídio, acesso à forma como planejou, se houve tentativas anteriores, se utiliza de modo problemático álcool ou outras drogas, se considera que tem razões para interromper a vida, entre outras questões. Os usuários que apresentam sintomas psicóticos (pensamentos, sensações e experiências fora da realidade), são manejados prioritariamente no MACC. Trabalha-se com a estratificação de Risco em Saúde Mental observando os sinais e sintomas apresentados, que poderão auxiliar na definição do nível de atenção em que deverá ocorrer a assistência em saúde no momento em que é aplicada. Tal prática pode prevenir e impedir recorrências que possam agravar o quadro levando a incapacidades, assim como diminuir o impacto da doença sobre o indivíduo, seus familiares e a sociedade.





Conhecer os fatores de risco para o suicídio pode auxiliar os profissionais de saúde na compreensão dos momentos de crise bem como dos fatores de proteção, o que permite que se estabeleça uma rede de apoio no enfrentamento dessas situações, potencializando o uso dos recursos na construção do projeto terapêutico singular.



Fatores de risco associados a outras especificidades:





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